Do estágio à efetivação: o início de uma jornada no apoio marítimo
Pessoas 17 de agosto de 2026 • Atualizado em 18 de agosto de 2026
Sim, estágio vira efetivação na Navvik. Isso significa que aqui pode-se aprender na prática, assumindo responsabilidades, tendo contato direto com embarcações, tendo espaço para errar enquanto se aprende. Neste texto, mostramos como funciona esse ciclo, usando a trajetória de Matheus Albernaz, que entrou como estagiário na área de Procurement e foi efetivado em 2026.
Quem está começando no setor do Apoio Marítimo costuma ter duas dúvidas antes de se candidatar: o que eu vou fazer de verdade nesse estágio? E isso leva a algum lugar? As duas perguntas são legítimas e ambas têm resposta concreta.
O que faz a área de Procurement em uma empresa de apoio marítimo?
Procurement, ou suprimentos, é a área responsável por garantir que tudo o que uma embarcação precisa esteja a bordo no momento certo: peças, materiais técnicos, equipamentos, insumos de operação, entre outros. Numa empresa de Apoio Marítimo, esse suporte é fundamental para a continuidade das operações.
A percepção comum é que se trata de uma área de bastidor. Matheus chegou com essa mesma ideia:
“Eu nem conhecia o termo Procurement antes. O que eu entendia sobre Supply Chain e Compras era que fosse um setor que atua muito nos bastidores, pouco visível no funcionamento de uma companhia. Na prática, descobri o completo oposto.”
O motivo é simples: a área é acionada a todo instante pelos dois lados da operação — pelo time offshore, que precisa do material a bordo, e pelo time onshore, que precisa de suporte em negociações e planejamento das entregas de forma estratégica. Quem trabalha em Procurement conversa com fornecedor, com agente aduaneiro, com o financeiro e com a embarcação. Às vezes no mesmo dia.
É por isso que a área é uma porta de entrada tão boa para quem quer entender uma operação marítima por inteiro, proporcionando contato com diferentes processos, equipes e etapas que fazem parte do dia a dia da empresa.

O que um(a) estagiário(a) realmente faz na Navvik?
A resposta honesta é: o estagiário encontra oportunidades de crescimento e muito aprendizado, assumindo responsabilidades compatíveis com seu cargo e contando com o acompanhamento e a orientação de seus supervisores ao longo da sua jornada.
Em 2026, uma mudança no processo de importação brasileiro exigiu adaptação de toda a cadeia de suprimentos do setor. O time de Procurement da Navvik se antecipou para reduzir o impacto dessa transição nas importações da empresa — e Matheus, ainda estagiário, assumiu um papel central na articulação com fornecedores, garantindo que as informações técnicas chegassem corretamente aos agentes aduaneiros.
“Foi meu primeiro projeto de destaque dentro da empresa, e a partir daí senti que passei a ter cada vez mais contato com colaboradores de outras áreas e de fora da empresa.”
Matheus prestou o apoio necessário em uma tarefa importante para o time e participou ativamente na resolução de um problema relevante para a empresa, demonstrando comprometimento, proatividade e disposição para contribuir com os resultados da equipe.
Sobre o que se aprende num ambiente assim, a resposta dele é mais reveladora do que costuma aparecer em depoimento de estágio:
“Organização e comunicação transparente foram os principais aprendizados. Organizar meus dias, minhas tarefas, definir prioridades e estar sempre comunicando isso com as embarcações e o time onshore foi o que fez meus dias como estagiário sempre renderem.”
Organização e comunicação parecem competências genéricas até você entender o contexto: do outro lado da sua mensagem existe uma embarcação em operação, com prazo e com custo. A comunicação transparente deixa de ser boa prática e vira requisito técnico.
O que pesa na hora de efetivar um(a) estagiário(a)?
Não é tempo de casa. É o que se demonstrou no período.
No caso do Matheus, três coisas apareceram nas conversas sobre a efetivação: comunicação, disposição para aprender e a curiosidade de entender o sistema por trás do trabalho — os materiais comprados, os fornecedores, o funcionamento da cadeia.
“Minha curiosidade para entender o sistema, os materiais que compramos e nossos fornecedores me fez desenvolver bastante maturidade sobre assuntos que eu nada conhecia um ano atrás. Essas práticas me levaram a interagir com os mais diversos setores da empresa, do financeiro, no escritório, à praça de máquinas de uma das embarcações.”
Vale reparar no padrão: em nenhum momento a competência decisiva foi o conhecimento técnico prévio. Foi a disposição de circular pela operação e entendê-la. Isso é uma boa notícia para quem está começando — e um filtro claro sobre o tipo de perfil que se desenvolve bem no setor.
O que muda depois da efetivação?
Muda o eixo. No estágio, o objetivo principal é aprender. Depois, o objetivo é continuar aprendendo, desenvolver novas habilidades e ampliar seus conhecimentos.
“Saio de uma posição em que o mais importante era aprender, para um cargo na linha de frente do fornecimento a embarcações robustas. Imagino que meu dia a dia ficará mais dinâmico, com novas funções e um aprofundamento naquelas que já executava — e que estarei cada vez mais próximo do time offshore.”
Na prática, a proximidade com a operação aumenta. Quem passa a atuar de forma mais intensa com o fornecimento a embarcações lida com atividade de maior impacto e com prazos menos flexíveis.

O que pode transformar um estágio em uma oportunidade profissional
Matheus atribui seu desenvolvimento a três fatores concretos: independência nas tarefas, abertura para conversar com qualquer pessoa da empresa e um time mais horizontalizado e menos hierárquico se comparado com o mercado, no qual perguntar não é sinal de despreparo.
“É um time com um clima descontraído, mas formado por profissionais muito sérios, dedicados e capazes.”
E há um ponto que ele destaca como decisivo — a responsabilidade em suas atividades
“Cada ação que tomo, penso em como ela pode impactar a Navvik. Foi algo que meu gestor me disse nas primeiras reuniões de onboarding, e que hoje vejo se concretizando em mim.”
Compromisso não se mede apenas pela autonomia para tomar decisões. No estágio, ele aparece na forma como o profissional se envolve com as atividades, demonstra interesse em aprender, cumpre suas atribuições e contribui para o trabalho da equipe.
Perguntas frequentes
Estágio na Navvik vira efetivação? Pode virar, e já virou. A efetivação depende do desempenho no período e da existência de posição na área, mas não é uma promessa vazia: existem casos concretos e recentes.
Preciso ter formação em engenharia ou área técnica para trabalhar no setor marítimo? Não necessariamente. Matheus é formado em Relações Internacionais, com foco em geopolítica e comércio marítimo. O setor emprega perfis de várias formações, especialmente nas áreas de suprimentos, operações, financeiro e comercial.
O que a área de Procurement faz numa empresa de apoio marítimo? Presta apoio ao abastecimento das embarcações: negociação com fornecedores, compra de materiais e equipamentos, acompanhamento de importações e articulação entre o time em terra e o time embarcado.
Que perfil se desenvolve bem no setor? Pelo relato de quem passou por isso: pessoas curiosas, que perguntam sem receio, que gostam de trabalho prático e que buscam autonomia. O conhecimento técnico específico se aprende no caminho.
Trabalhar guiado pelo mar
O conselho que Matheus dá a quem está em dúvida se vale a pena se candidatar é direto:
“Se você é uma pessoa curiosa para aprender, gosta de colocar a mão na massa e busca a independência necessária para se desenvolver, vai se dar bem aqui. Aqui dentro se valoriza muito quem não tem medo de perguntar, de tentar — seja para acertar ou errar — e de se conectar com as várias áreas.”
Se isso descreve você, vale conhecer as oportunidades abertas na Navvik.